domingo, 18 de dezembro de 2011

A Mensagem única do Natal

Bilhões de pessoas estavam espalhadas em uma grande planície diante do trono de Deus. Alguns dos grupos mais à frente se mostravam exaltados e hostis.


Como Deus pode nos julgar? — alguém perguntou.

Ele por acaso sabe o que é sofrer? — vociferou uma velha, arregaçando a manga para exibir um número tatuado, lembrança do tempo que passou em um campo de concentração nazista. — Nós suportamos o terror, espancamentos, a tortura e a morte!

Em outro grupo, um negro abriu a camisa à altura do colarinho e perguntou:

— O que acham disto? — e mostrou uma horrível queimadura feita com uma corda. — Fui linchado por ser preto! Esse foi o meu crime. Muitos do meu povo foram separados dos seus entes queridos, sufocados em navios negreiros e forçados a trabalhar como animais até que a morte os libertasse.

Por toda a planície havia centenas de grupos assim. Cada um tinha suas reclamações contra Deus pelo mal e sofrimento que Ele permitira ao mundo que criou. Que sorte a dEle: viver no Céu, onde não há pranto, medo, fome nem ódio.

Pensando bem, o que sabe Deus sobre as provações que o homem é obrigado a suportar neste mundo?

Afinal de contas, Deus leva uma vida bem tranqüila! — diziam.

Assim sendo, cada grupo escolheu para si um porta-voz, aquele que dentre eles mais tinha sofrido. Havia um judeu, um negro, um pária indiano, um filho de mãe solteira, uma vítima da radiação do ataque a Hiroshima, o prisioneiro de um gulag siberiano, etc.

Encontraram-se no centro da planície e discutiam o que haviam de fazer. Finalmente poderiam defender o seu caso. Era bastante simples: para que Deus os pudesse julgar, teria que antes suportar o que haviam passado. Decidiram que Deus deveria ser sentenciado a viver na Terra como um homem. Mas, por se tratar de Deus, definiram certos mecanismos para impedi-lO de usar Seus poderes divinos.

Um a um, os membros do comitê declaravam sua parte da sentença que Deus deveria cumprir.

— Que Ele nasça judeu.

— Que a legitimidade do Seu nascimento seja questionada, de forma tal que ninguém saiba de quem é filho.

— Que defenda uma causa justa, mas ao mesmo tempo tão radical que traga sobre Ele ódio e condenação e faça com que os líderes de cada uma das principais religiões procurem eliminá-lO.

— Que tente descrever o que nenhum homem alguma vez tenha visto, sentido, experimentado, ouvido ou cheirado: que Ele tente explicar Deus aos homens.

— Que seja traído por um dos seus amigos mais íntimos.

— Que seja falsamente acusado, julgado por um júri parcial e condenado por um juiz covarde.

— Que saiba o que é estar totalmente só e sentir-Se completamente desamparado por toda criatura vivente.

— Que seja torturado e morra da forma mais humilhante, com criminosos comuns.

Após o seu pronunciamento, cada um dos porta-vozes era ovacionado pela imensa multidão diante do trono de Deus. Mas depois que o último terminou de proferir a sua sentença, houve um longo silêncio.

Ninguém disse uma só palavra. Ninguém se mexeu. De repente, todos perceberam que Deus já havia cumprido a pena por eles decretada.

-Autor anônimo

O fato central do Natal é uma das características mais originais do Cristianismo e o distingue de virtualmente qualquer outra religião: A ENCARNAÇÃO. Deus se humilhou para se tornar um homem para viver com a gente e morrer por nós para que Ele pudesse habitar em nós. A boa notícia do cristianismo é que Deus vem a nós de uma forma muito pessoal para nos salvar e para viver em nós.

“E, projetando ele (José) isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, Que traduzido é: Deus conosco.” Mateus. 1:20-23

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