domingo, 3 de julho de 2011

O Nióbio e a Segurança Nacional

Mais uma riqueza nacional que fica no bolso de poucos. Se soubéssemos quanta sujeira acontece diariamente neste país e o quanto incessantemente somos lesados, “que horror seria viver”...


Metal, elemento químico de número atômico 41, do grupo 5 da Tabela Periódica

 O Jornal "Folha de São Paulo", no dia 05 de novembro de 2002, noticiou (e ninguém prestou atenção) que o ex-presidente Lula havia passado o final de semana em Araxá em casa da CBMM do Grupo Moreira Salles e da Multinacional Molycorp... A Companhia exporta 95% do Nióbio que retira de MG e é a maior exploradora do metal do mundo. Por meio de uma ONG, a empresa financiou projetos do "Instituto Cidadania", naquele tempo presidido por Lula, inclusive o "Fome Zero", que integrava o programa de governo do PT. (Folha de São Paulo de 05/11/02, pg. A4.)

A matéria obriga à reflexão, porque evidencia a aliança entre um político, supostamente de esquerda, e uma multinacional que, de acordo com os dados do I.B.G.E., da Secretaria do Comércio Exterior e da "CPRM", subfatura exportações de nióbio, causando prejuízos anuais de bilhões de dólares americanos ao Brasil.

O raciocínio é simples: o Brasil, considerando as reservas de São Gabriel da Cachoeira AM, não computadas pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), detém 98% (noventa e oito por cento) das reservas mundiais exploráveis de nióbio. O mundo consome anualmente cerca de 37.000 toneladas do minério, totalmente retiradas do Brasil.

O nióbio bruto é comprado no garimpo a 400 dólares americanos o quilo. Portanto, sem contar a necessidade de formação de reservas estratégicas dos países do primeiro mundo, e o acréscimo do preço em razão do beneficiamento do minério, feito em Araxá MG e Catalão Goiás, deveríamos contabilizar, pelo menos, 14 bilhões e oitocentos milhões de dólares, a mais, em exportações anuais, ou seja: cerca de 30% (trinta por cento) a mais no total de todas as exportações brasileiras.

US$ 400 x 1000 = US$ 400.000 a ton.
US$ 400.000 x 37000 ton. = US$ 14.800.000.000,00

Esses valores não aparecem no balanço comercial, logo, está provado que os exportadores estão subfaturando as exportações de nióbio, em detrimento dos interesses do país e da Nação Brasileira.

Os preços do nióbio, cotados na Bolsa de Metais de Londres (50 libras esterlinas o quilo), são meramente simbólicos, porque o Brasil é o único fornecedor mundial, portanto, quem deveria determinar o preço é o vendedor (mercado do vendedor).

Mal comparando, nióbio a 50 libras o quilo é o mesmo que petróleo a três dólares o barril. No caso do petróleo, a OPEP estabelece o preço do mineral, equilibrando os interesses dos consumidores e produtores, porque o preço do petróleo é uma "questão de Estado". O mesmo não ocorre com o nióbio; absurdamente, quem estabelece o preço de venda do produto são os compradores, em conluio com as empresas que exploram o minério no Brasil e que nessa ação deletéria contam com a conivência "oficial", de políticos cujas campanhas e "projetos" financiam. Tanto os preços de venda como as quantidades exportadas são subfaturados, há décadas.

Os dados sobre o nióbio fornecidos pelo DNPM estão eivados de vício, porque tanto as quantidades do minério quanto os preços apontados pelo departamento são subfaturados e fornecidos pelos próprios interessados da conspiração Araxá/Catalão.

Uma fração dos valores e quantidades reais do nióbio "exportado" seria suficiente para erradicar a subnutrição da população carente, e livrar o Brasil da desfavorável condição de devedor, além de financiar o desenvolvimento.

Estados Unidos, Europa e Japão são 100% (cem por cento) dependentes das reservas brasileiras de nióbio, minério que é tão essencial como o petróleo, só que muito mais raro.

Sem nióbio não existiria a indústria aeroespacial, de armamentos, de instrumental cirúrgico, de "gilete azul", de ótica de precisão e etc... Os foguetes não iriam à lua e os vetores atômicos transcontinentais seriam ficção científica, assim como a "Guerra nas Estrelas" dos americanos.

Ora, se por petróleo as potências vão à guerra, imagine-se o que não fariam para garantir o nióbio grátis, que retiram do Brasil, com a complacência de governantes, cujas campanhas políticas e projetos são previamente financiados.

O governo que finda (C.T. - do outro salafrário FHC) tentou "privatizar" as reservas de nióbio "a céu aberto", de São Gabriel da Cachoeira AM, em outubro de 1.997, pelo miserável "preço mínimo" de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais), quando a avaliação da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais) é, pasme-se, 1 trilhão de dólares americanos (Fio da Meada V e VII- Revista Carta Capital de 19/3/97, pg. 70/72)"

Tudo isso comprova, irrefutavelmente, que existe uma conspiração internacional antiga, para espoliar o Brasil de seus minérios, que impede o acesso da Nação Brasileira às riquezas do seu território. É o paradoxo do povo pobre de país riquíssimo.

A intimidade de vários governos com a "Conspiração de Araxá" (Collor já era assíduo freqüentador da cidade), sinaliza que a estrutura político-institucional vigente é incompatível com a autodeterminação do país. O "tratamento VIP" (segundo a Folha de São Paulo) dispensado a Lula e ao seu vice, em Araxá, bem como os financiamentos que sua campanha presidencial e seus "projetos" mereceram, são exemplos marcantes dessa falha institucional.

Evidenciando a "conspiração Araxá", Lula, após hospedar-se na CBMM, reuniu-se com governadores do PSDB, em Araxá, entre os quais Aécio Neves-MG, cujo tio, Gastão Neves é a "eminência parda" dos minérios no Brasil.

ARAXÁ – Foi produtiva a primeira reunião de trabalho do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, com os 7 novos governadores do PSDB, feita ontem em Araxá. Os governadores de sete Estados (SP, MG, CE, PB, PA, GO e RO) acenaram com proposta de parceria e apoio de suas bancadas no Congresso para aprovar propostas de interesse do futuro governo, como a que mantém a arrecadação nos níveis atuais, sem reduzir de 27,5% para 25% a alíquota do imposto de renda pessoa física. “Me senti numa reunião de amigos, diz o Presidente eleito" (O Estado de São Paulo – 26/11/2002).

Lula poderia até não esposar a proposta, de ideologia esquerdista, mas o seu partido objetiva estatizar a economia através do confisco tributário, ação que conta com a complacência do Poder Judiciário, que depende do aumento da arrecadação para custear os seus orçamentos. É o mesmo processo comunizante aplicado na Romênia em 1947/48. Todo esse retrocesso histórico poderia ser evitado observando-se os erros de países que viveram essa amarga experiência político-econômica e adotando-se os acertos das economias capitalistas, principalmente, aproveitando-se, adequadamente, o potencial de recursos naturais do território brasileiro, ao invés de exaurir a população e as empresas com impostos e juros escorchantes.

Por outro lado, se o Brasil receber pelo nióbio que é contrabandeado e subfaturado pelos exportadores, poderá autofinanciar o seu desenvolvimento sem dívidas, garantindo empregos, renda, alimentação e oportunidades a todos os brasileiros. Nessa medida, o programa "Fome Zero", cujos "estudos" foram financiados pela CBMM, não passa de manobra diversionista da "CONSPIRAÇÃO ARAXÁ", com claro objetivo de manter a dominação do NIÓBIO, a custa de outros segmentos econômicos e sociais brasileiros, que serão demonizados e tributados, ao exaurimento, pelo governo supostamente esquerdizante do PT. Este já demonstrou, com a "aliança ARAXÁ", que está a serviço de interesses transnacionais. O mesmo pode-se dizer do MST (apêndice guerrilheiro do PT) que está a serviço do agronegócio internacional e tem como missão desestabilizar o agronegócio no Brasil, país com vocação agrícola e mineral insuperável

Essas estratégias não são novidade histórica. O Império Britânico, por exemplo, ganhou a "guerra fria" contra a Rússia Czarista, pelo domínio da Ásia, financiando a Revolução Bolchevic de 1917. O único caminho para a nação brasileira é autodeterminar-se, reintegrando-se na exploração dos seus recursos.

O subsolo é propriedade da UNIÃO FEDERAL. Os recursos minerais estão sendo desviados em detrimento do interesse nacional, logo, o governo federal, por dever de ofício, deverá encampar a comercialização e a exportação do nióbio, ficando a cargo das mineradoras apenas a extração e a transformação do minério, remunerando-se-as, pelos mesmos preços que praticam atualmente.

Coordenando as exportações de NIÓBIO, terras raras e outros minérios (quartzo), a administração federal poderá alavancar as exportações brasileiras, para a Europa, E.U.A e Japão que são os maiores mercados mundiais em poder aquisitivo. Utilizando, adequadamente, suas potencialidades minerais, como "moeda de troca", o Brasil poderá exportar, rapidamente, 300 bilhões de dólares anuais e importar 250 bilhões, por exemplo, criando empregos e fortuna na mesma proporção.

Partindo-se da premissa que o aprimoramento institucional é um processo de outorga, é imprescindível que os brasileiros responsáveis dediquem toda a sua capacidade, na busca de soluções, que adeqüem as instituições à preservação dos interesses nacionais.

São Paulo, 28 de novembro de 2002.

GRUPO DAS BANDEIRAS (mudou de nome para UNIÃO NACIONALISTA DEMOCRÁTICA - UND)
Antônio Ribas Paiva
Presidente

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