quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Maior Máquina Militar do Mundo

Ao contrário do que muitos pensam, só há uma superpotência militar no mundo, que é a Rússia. "A Rússia," explica Donald McAlvany (13), "(a ‘antiga' União Soviética) ainda possui a maior máquina militar do mundo; o maior arsenal de mísseis nucleares ... o maior arsenal de tanques, veículos blindados, submarinos nucleares, mísseis intercontinentais (ICBM) e mísseis lançados de submarinos (SLBM), e de aviões militares do mundo."
 

Conquistar todo o mundo continua a ser a intenção da Rússia Soviética . Num discurso feito na década de 1930 à Escola Lénine de Guerra Política, em Moscovo, Dimitri Manuilski declarou: "A guerra total entre o comunismo e o capitalismo é inevitável. Mas hoje somos demasiado fracos para atacar. A nossa vez chegará daqui a 30 - 40 anos. Mas primeiro devemos fazer adormecer as nações capitalistas com as maiores concessões de paz e desarmamento conhecidas na história. E então, quando abaixarem as defesas, esmagá-las-emos com o nosso punho fechado."
 
A Rússia Soviética sempre aderiu de forma inabalável a esta política, desde então até ao presente. Em Novembro de 1987, o Presidente soviético Mikhail Gorbachev afirmou, num discurso ao Politburo: "Senhores, Camaradas, não se preocupem com tudo o que ouvirem sobre glasnost e perestroika e democracia nos próximos anos. Tudo isso é sobretudo para consumo externo. Não haverá mudanças internas significativas na União Soviética, a não ser para fins cosméticos. O nosso fim é desarmar os americanos e deixá-los adormecer."
 
Os chefes militares soviéticos são discípulos de Sun Tsu, autor da Arte da Guerra, que escreveu em 500 a.C.: "Avançamos retirando." A retirada foi o desmantelamento do estado estalinista, ineficiente e burocrático, a União Soviética, restruturando-o na forma do estado leninista actual, a Rússia Soviética. No número do Inverno de 1993 da revista The Fatima Crusader, escrevi:
 
A Europa está a afastar-se do equilíbrio de poderes, surgido no após-guerra, entre o bloco NATO-CEE e o bloco do Pacto de Varsóvia-COMECON. Gorbachev está a promover a dissolução dos blocos e o reordenamento da Europa numa só unidade. Uma Europa unida e neutra será uma aglomeração de pequenos estados dominados pelo gigante soviético. Com os seus vastos recursos, população e armas, a União Soviética será facilmente o senhor de toda a Europa. Não me surpreende que o novo slogan na Rússia seja "dominar da Sibéria à Ibéria".14


 
Os Soviéticos cumpriram o seu programa de dissolução dos blocos e do reordenamento da Europa numa só unidade, com a entrada da Rússia na aliança da NATO, com o estatuto de participante. Isto foi dito muito abertamente pelo Presidente soviético Vladimir Putin, quando afirmou em Roma em 28 de Maio de 2002, sobre a NATO: "havemos de nos chamar ‘a Casa dos Sovietes'." Putin conseguiu o que Brezhnev tinha promovido com a détente . Brezhnev promoveu a "détente" pela mesma razão de conquista que Manuilski tinha anunciado nos anos 30. Sabe-se que Leonid Brezhnev, falando confidencialmente a um grupo de membros influentes do Partido Comunista, disse em 1972: "Confiem em nós, camaradas, porque por volta de 1985, em consequência do que já estamos a conseguir com a détente, teremos alcançado a maior parte dos nossos objectivos na Europa Ocidental. Teremos consolidado a nossa posição ... E a mudança decisiva na correlação de forças será tal que, chegados a 1985, poderemos exercer a nossa vontade onde quer que precisarmos de o fazer ..."
 
Demorou mais tempo do que Brezhnev tinha calculado para este plano se tornar realidade, mas a fidelidade constante dos dirigentes da Rússia Soviética ao programa anunciado por Manuilski colocou-os numa posição em que podem usar do seu poder onde quer que queiram . É sua intenção conquistar os Estados Unidos por meio de um plano militar conjunto russo-chinês. Em Fevereiro de 2002, Donald McAlvany anotou: "O plano para uma campanha militar conjunta contra a América, levada a cabo pela Rússia e pela China, foi concebido há muitos anos, e foi-me descrito em 1999 pelo desertor de maior patente da Direcção Central de Informações do Estado Maior General russo, o Coronel Stanislav Lunev."15
 
"Sobre a existência de um plano militar conjunto russo-chinês," continua McAlvany, "Lunev disse que, na sua última visita a Moscovo, antes da sua deserção de 1992, o Estado-maior General russo ainda estava incumbido de combater e vencer uma futura guerra nuclear contra a América . ‘ O plano da guerra nuclear ainda está válido ,' disseram-lhe. Mas haveria algumas mudanças. As tropas russas já não seriam responsáveis pela invasão subsequente dos 48 Estados da metrópole americana. As forças russas encarregar-se-iam de ocupar ‘ o Alaska e parte do Canadá .' Os chineses seriam responsáveis pela ocupação dos 48 Estados ."
 
A força de mísseis nucleares da Rússia Soviética e o imenso potencial humano da China Vermelha uniram-se num só punho fechado que forma o coração do Novo Eixo, a que também se poderia chamar Eixo Moscovo-Pequim . Richard Maybury inventou a expressão Novo Eixo em 1996. Não se limita à Rússia e à China, que assinaram o Tratado de Amizade Chinês-Russo em Julho de 2001 e afirmaram claramente os seus interesses estratégicos conjuntos contra os Estados Unidos, mas também inclui muitas outras nações que entraram numa aliança secreta contra os Estados Unidos e os seus aliados da NATO. Maybury explica, no número de Fevereiro de 2003 do Early Warning Report, que "o grupo consiste de, pelo menos, 12 membros," entre eles o Irã, o Iraque, a Coreia do Norte, a Síria, a Líbia, Cuba, etc.
 
O Governo dos Estados Unidos está ao corrente da existência do Novo Eixo: Em 10 de Outubro de 2002, o Vice-Secretário da Defesa, Paul Wolfowitz, disse que "A coisa que nos surgiu da Comissão Rumsfeld, a maior surpresa, foi compreender de que maneira estes agentes malignos (os estados do Novo Eixo) estavam a ajudar-se tanto uns aos outros, e além disso a quantidade de ajuda que vinha da Rússia e da China."
 
O Novo Eixo ultrapassa em muito o poder de armamentos e pessoal dos Estados Unidos. É intenção do Novo Eixo envolver os Estados Unidos em múltiplas guerras com os membros menos importantes do Eixo: primeiro no Afeganistão, depois no Iraque, em seguida talvez no Irã e na Coreia, e depois também, possivelmente, com a China por causa de Taiwan. Querem enfraquecer as forças armadas americanas, fazendo com que se espalhem por uma grande área e tenham falta de pessoal, e então atacarão com uma Blitzkrieg (guerra-relâmpago) enorme contra as nações europeias e a América do Norte. Isto será apenas o começo do Grande Castigo.
 
"Porque nação levantar-se-á contra nação e reino contra reino, e haverá terramotos em diversos lugares, e fomes. Estas coisas são o princípio dos sofrimentos." (Marcos 13,8)
 
Notas
(13) The McAlvany Intelligence Advisor ; Relatório Especial.
(14) The Fatima Crusader , Nº 43, p. 17.
(15) The McAlvany Intelligence Advisor , Fevereiro de 2002, p.7.

2 comentários:

  1. É a mais pura verdade. Quem conhece bem os EUA e a Rússia (digo esteve lá de verdade), percebe que a Rússia é muito mais poderosa do que se imagina. Os russos sempre fazem as coisas um tanto às encondidas. Tanto no campo militar como no econômico, basta ver Gagarin, Sputink, armas poderosíssimas nucleares. Qualquer escudo antimíssel americano sucumbe ao poder do Urso Russo. Os EUA estão endividados(a dívida é maior do que a receita), a Rússia ao contrário não tem dívida (só reservas em ouro e dinheiro). Tudo que nos noticiam aqui no Ocidente é para nos mantermos calmos ante à ameaça dos russos. Eles detém um arsenal nuclear duas vezes maior que dos americanos e maior que todo o rsto do mundo somados.

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    1. sim isso tudo é pura verdade e acreditem vai haver um grande domínio russo ou (soviético) os russos têm uma grande capacidade militar devido a sua grande capacidade financeira.

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