terça-feira, 31 de agosto de 2010

Drogas psiquiátricas: Um assalto à Condição Humana


Bob Whitaker é o autor do livro: Mad in America: Bad Science,Bad Medicine, and the Enduring Mistreatment of the Mentally  (Loucura na América: Ciência ruim, Medicina ruim, e os
contínuos maus tratos ao doente mental). 
O repórter investigativo Robert Whitaker, autor do impressionante livro MAD IN AMERICA, atualmente está engajado em uma fascinante linha de pesquisa: de que forma a gigantesca indústria de remédios psiquiátricos está colocando em risco a população americana ao encobrir os casos não relatados de sofrimento, angústia e enfermidade originados pelos medicamentos antidepressivos, amplamente prescritos, e os anti-psicóticos.

Whitaker expõe as massivas mentiras e encobrimentos que corromperam os processos de revisão de drogas que são realizados pelo FDA nos Estados Unidos, mostrando como são cooptados os testes de pesquisas com a finalidade de distorcer os resultados desses testes com esses medicamentos. Dessa forma escondem os sérios perigos, mesmo os efeitos colaterais mortais, de produtos com nomes conhecidos como Prozac®, Zoloft®, Aropax® e Zyprexa®.

A história se torna até mais assustadora quando nós olhamos para as táticas agressivas que estas poderosas companhias costumavam silenciar seus críticos proeminentes, difamando-os na  imprensa, e usando seu dinheiro e poder para dispensar cientistas amplamente respeitados e eminentes pesquisadores médicos se
ousarem assinalar os perigos e os riscos de suicídio e morte  prematura causados por tais drogas.

Whitaker começa desconstruindo a exagerada eficiência dessas drogas amplamente divulgadas como medicamentos maravilhosos -antidepressivos como Prozac®, Zoloft® e Aropax®, e as novas drogas antipsicóticas atípicas como o Zyprexa®. Sua pesquisa mostra como eles de um modo geral são escassamente mais efetivos do que placebos no tratamento de desordens mentais e depressão, apesar da ampla adulação que eles recebem na mídia popular.

Porém ele prossegue fazendo mais declarações surpreendentes: estas novas drogas psiquiátricas contribuem diretamente para uma alarmante nova epidemia de doenças mentais induzidas por drogas. Medicamentos popularmente prescritos pelos médicos para estabilizar desordens mentais de fato estão induzindo mudanças
patológicas na química cerebral e levando ao suicídio, a episódios maníacos e psicóticos, convulsões, violência, diabetes, falência pancreática, doenças metabólicas, e morte prematura.

Whitaker originalmente era repórter médico de grande reputação do Aihany Tirnes Union e também atuava para Boston Globe. Uma série que ele co-escreveu para o Boston Globe sobre os perigos da pesquisa em psiquiatria lhe deixou finalista ao Prêmio Pulitzer em 1998. Quando ele começou a sua pesquisa investigativa em temas psiquiátricos, Whitaker ainda era um partidário da história sobre o progresso que a psiquiatria vinha informando ao público nas últimas décadas.

Ele disse, “eu absolutamente acreditava no senso comum de que estas drogas anti-psicóticas realmente melhoraram as coisas e que elas revolucionaram totalmente a forma como nós tratamos a esquizofrenia. As pessoas costumavam ser presas, afastados de suas casas para sempre, e agora talvez as coisas não sejam as
ideais, mas seriam muito melhores. Era uma história de progresso.”

Tal história de progresso era fraudulenta, como Whitaker logo descobriu quando ele adquiriu novos insights a partir de suas pesquisas de práticas psiquiátricas de tortura como eletro-choque, lobotomia, coma por insulina, e drogas neurolépticas. Os psiquiatras informaram ao público que essas técnicas curavam psicose ao
equilibrar a química do cérebro.

Mas, na realidade, a linha comum em todos estes diversos tratamentos foi a tentativa de suprimir a “doença mental” ao prejudicar deliberada mente as funções mais elevadas do cérebro. A atordoante verdade é essa, atrás de portas fechadas, o próprio stablishment psiquiátrico etiquetou estes tratamentos como “terapêutica prejudicial ao cérebro.”

A primeira geração de drogas anti-psicóticas criaram uma patologia droga-induzida no cérebro ao bloquear um neurotransmissor, a dopamina, em essência obstruindo muitas funções cerebrais elevadas. De fato, quando os anti-psicóticos como a clorpromazina e o halo pendo! foram inicia/mente introduzidos, os próprios
psiquiatras disseram que estas drogas neurolépticas eram virtualmente indistinguíveis de uma lobotomia química.

Em anos recentes, a mídia tem alardeado a chegada de medicamentos de design especial como Prozac®, Aropax® e Zyprexa®, que deverão ser superiores e ter menos efeitos colaterais que os antigos antidepressivos tricíclicos e os primeiros anti-psicóticos. Os milhões de americanos que acreditaram nesta
história têm enriquecido companhias farmacêuticas como a Eh LiIIy ao gastar bilhões de dólares anualmente comprando estes novos medicamentos.

A pesquisa do Whitaker nos casos trágicos de doença, sofrimento e as primeiras mortes causadas por tais drogas mostram que esses milhões de consumidores foram enganados por uma gigantesca campanha de mentiras, distorções, e pesquisas de remédios forjadas. Eminentes pesquisadores médicos que tentaram nos
advertir dos perigos destas drogas foram silenciados, intimidados e difamados.


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