terça-feira, 1 de junho de 2010

Economia em superaquecimento?

Klauber Cristofen Pires - 28 Maio 2010


O que significa um "superaquecimento" da economia? Objetivamente, nada. Em uma sociedade onde vige um mercado livre, oferta e demanda são os dois lados de uma moeda só. Quem teve a oportunidade de assistir aos telejornais, deparou-se provavelmente com as recentes declarações do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Stauss-Kahn, que tem afirmado a sua preocupação com o risco de haver "bolhas de superaquecimento da economia" dos emergentes, devido ao fato de os investidores levarem mais capitais a esses países. Notem os leitores como se processa a linguagem dos burocratas de carreira. O que significa um "superaquecimento" da economia? Objetivamente, nada, e por esta mesma razão é que é tomada como um profundo raciocínio por parte da imprensa e da comunidade em geral. É o princípio do rei nu...

Em uma sociedade onde vige um mercado livre, oferta e demanda são os dois lados de uma moeda só. A produção de serviços se dá à medida do atendimento à demanda e esta, por sua vez, é possibilitada pela progressiva criação de riqueza - ou em outros termos - pela produção de bens e serviços cada vez maior, por mais eficiente e especializada.

Preocupações de burocratas internacionais - mormente o chefe de uma instituição criada por Lord Keynes - somente se justificam em face das intervenções precedentes que o próprio estado protagonizou, seja facilitando o crédito para além do que o mercado permitiria, seja em face das incompetentes áreas que, postas a cargo do estado, nunca acompanham a iniciativa privada: energia elétrica, estradas e ferrovias, portos e aeroportos, comunicações, água e esgoto, e similares.

Qual, pois, o conforto que nos traz o ministro Guido Mantega? Afirma que o superaquecimento está "sob controle", mesmo porque os incentivos oferecidos por conta da crise desencadeada pela bolha imobiliária dos EUA estão sendo retirados.

Quem pode entender o que se passa, terá ouvido: "- Fiquem despreocupados: até hoje a nossa política energética não disse a que veio; nossas estradas continuarão tão esburacadas quanto sempre foram, e mesmo que os caminhões abarrotados não quebrem as molas no meio do caminho, seguraremos o superaquecimento da economia nas filas dos nossos ineficientes portos públicos. Ah, e mais - aquela facilitadazinha na vida que havíamos dado, podem esquecer!".

Com isto, convocam-nos a comemorar o arrefecimento dos negócios e o empobrecimento relativo da população...

Mídia Sem Mascara

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